Um blog. Apenas mais um. Um cantinho para deixar meus pensamentos e divagações antes que eles se percam...
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Simplicidade
Cada dia que preciso ir a um shopping, que fico presa no engarrafamento, que acordo com o barulho de uma moto na rua ou um carro de som, me aumenta a vontade de ir pra longe. Pra onde o chão ainda não é de porcelanato. O fogão ainda não é cookie top.
Acredito que as relações de trabalho estão MUITO equivocadas. A maioria das pessoas que conheço conseguiriam fazer boa parte de seus trabalhos fora do ambiente da empresa. Poderiam trabalhar home office sem nenhum prejuízo ao serviço. Mas, não. As empresas (e as nossas leis trabalhistas retrógradas) querem que a gente acorde cedo, fique preso no trânsito infernal e vá ao trabalho conviver com gente chata e fazer ~network~.
O sonho de muita gente é ganhar na mega-sena. O meu não. O meu sonho é apenas conseguir levar a vida alguns quilômetros longe daqui. Pra poder ter coisas como horta no quintal, flores pra regar, fogão a lenha pra cozinhar, cheiro de café recém coado, amigos pra visitar.
É a música do Pato Fu que embala esse meu sonho. Mas poderia ser, também, aquela assim: "Eu quero uma casa no campo / Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé / Onde eu possa plantar meus amigos / Meus discos e livros e nada mais...".
"Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia
Mais mole a cama em que durmo
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso
Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria
Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia"
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Sobre o tempo e os padrões estéticos
Acredito que não existe UMA pessoa se quer neste mundo que em algum momento da vida não tenha sofrido com sua própria aparência. Desde um dente torto, um nariz não tão certinho, uns quilinhos a mais ou a menos, o excesso ou a falta de curvas, o cabelo muito liso ou muito crespo. Todos nós, homens e mulheres, de algum modo, em algum momento de nossas vidas, já sofremos com os padrões estéticos. Mas, infelizmente, mulheres sofrem muito mais que os homens com a pressão social para se enquadrar em padrões estéticos. Homens gordos são "fofinhos", tem "barriguinha de chopp". Mulheres gordas são "barrigudas", "baleias", "balofas" e "horríveis".
Eu não estou dizendo que homens não sofrem com os padrões estéticos. Estou dizendo que as mulheres sofrem mais que os homens. É só você perder uns minutinhos dando um Google no ranking de cirurgias plásticas e ver o sexo das pessoas que resolveram enfrentar o bisturi. Lá está a mulherada colocando um silicone, fazendo uma lipo, puxando o rosto, dando uma esticada. Clínicas de estéticas são encontradas em todas as esquinas. Recheadas de mulheres em busca do inatingível.
Dia desses saiu uma imagem de como seria a Barbie se fosse baseada no fenótipo REAL da maioria das mulheres, e não na parcela mínima de mulheres que medem 1,70cm, tem as medidas de busto e seio exatamente iguais, cintura fina, são loiras, tem olhos claros e, óbvio, são magras. Aqui as imagens. Agora me diz: com qual Barbie as mulheres reais que você conhece se parecem?
As meninas crescem olhando para as Barbies e sonhando serem iguais a elas. Eu imagino a decepção de uma garotinha negra ao não encontrar nas prateleiras das lojas infantis uma boneca que pareça com si mesma. Ou uma garotinha gorda. Ou uma garotinha com cabelo crespo. Não tem boneca que se pareça com elas! Porque negra, gorda e cabelo crespo é FEIO. E essas garotinhas se decepcionam. Mas só acontece quando elas conseguem adquirir o senso crítico de que aquelas bonecas ~não a representam~ (beijos, Feliciano!). Quando não há esse senso crítico, sabe o que acontece? Elas crescem frustadas e vão viver a vida inteira em busca de uma beleza inatingível. A beleza Barbie, a beleza photoshopada das capas de revistas. Isso é de uma crueldade que eu tenho até raiva só de escrever.
Cresci sofrendo e vendo minhas amigas sofrerem por não ter o corpo que queríamos ter. Nunca era perfeito. O cabelo liso era liso de mais, o cacheado era liso de menos, o seio de uma era muito farto, o da outra era muito pequeno. Era sempre 8 ou 80. Nunca era BOM. Recentemente percebi o quão estúpido isso é. E isso só foi possível porque existe uma coisinha chamada feminismo que abriu meus olhos. Eu, que já era feminista desde muito nova, ainda não tinha percebido o quanto eu me deixava ser levada por essa cultura massacrante do patriarcado de exigir que nós mulheres sejamos aquilo que não somos. Quando percebi, tratei de reler tudo que eu já tinha lido a respeito de pessoas fora do padrão estético e minha conclusão foi a de mandar todos esses fiscais do corpo alheio irem se catar. Me senti tão mais leve depois disso que acho que tudo que eu fizer daqui pra frente será melhor, mais feliz. Todo dia que eu encontro um fiscal do corpo alheio dizendo "nossa, ela podia fazer um regime", "que cabelo RUIM", "coitada, tão magrinha" e qualquer coisa do tipo eu tenho vontade de enfiar a mão na fuça do sujeito.
Se você também consegue ver que nós não precisamos seguir um padrão estético tão exigente, excludente e surreal como o que temos imposto hoje eu quero te dar umas dicas do que fazer para interromper esse ciclo vicioso:
1) Sempre que possível evite dar bonecas do tipo Barbie para meninas. Aliás, evite dar bonecas. Meninas podem brincar com brinquedos muito mais legais que bonecas, batedeiras, ferro de passar e cozinhas de plástico. É sério. Dê um jogo, um quebra-cabeça, uma massa de modelar.
2) Explique para as crianças que te rodeiam que nós não somos iguais. E que o cabelo liso não é mais bonito que o crespo. Que não existe cabelo ruim e cabelo bom. Existe apenas cabelo.
3) Não seja um pai/mãe que alisa o cabelo da filha. Isso não é legal.
4)Nunca use as palavras "gordo" ou "magro" com tom pejorativo. Entenda de uma vez por todas que nem todo mundo que é gordo quer ser gordo e nem todo mundo que magro quer ser magro. Existem distúrbios físicos, psíquicos e alimentares que fazem as pessoas chegarem naquele ponto. E, de todo modo, se a pessoa de fato resolveu que quer ser gorda/magra, isso não é da sua conta. Do mesmo modo que alguém muito magro não quer se matar na academia para ganhar massa muscular e algumas curvas, o gordo pode estar bem feliz sendo do jeito que é.
5) Não sugira dietas, receitas, médicos e nutricionistas. As pessoas costumam ter espelhos (e até balança) em casa. Eles também compram roupas com a mesma frequência que você e sabem que o tamanho deles é 34 ou 50.
6) Aquilo que é bom pra você, é bom pra VO-CÊ. Não enfie guela abaixo o SEU padrão de corpo, felicidade e estética nas pessoas que te rodeiam. Sobretudo se essas pessoas forem crianças.
Definitivamente: se eu viver até uns 85 anos significa que ainda vou viver mais 60 anos. Durante esses 60 anos eu pretendo ter filhos, estudar e viajar. Viajar muito. E, na vida que eu escolhi viver, não haverá espaços para clareamento dental frequente, massagens modeladoras semanalmente, dietas, privações e horas na academia. Acredito que o exercício físico precisa ser prazeroso. Pessoalmente, eu o executo somente para fins de saúde e condicionamento físico. Dispenso conscientemente um bumbum durinho e um abdome definido. Deus que me livre de fazer abdominal todo santo dia (aliás, eu agravei um problema na lombar por causa dos abdominais). Com o perdão do trocadilho, eu abomino abdominais desde então.
Se seus exames também mostram que seu colesterol ruim está baixo e o bom está alto, o triglicérides está ok, o ácido úrico também, porque mesmo você quer se matar na academia e não comer aquele brigadeiro na festinha? Ah, sim. Porque você quer ser uma Barbie. Ou um Ken. E pode até ser que você consiga. Comendo coisas que não gosta, não comendo aquilo que gosta, sofrendo privações, se matando na academia pelo triplo de horas que seria realmente necessário, fazendo uma lipo, colocando um botox, um silicone e, principalmente, deixando de viver sua vida.
PS: Queria só registrar o ódio que eu sinto de gente que procura hotel com academia. Exceto raros executivos que viajam a maior parte do mês e atletas, se você é uma pessoa comum peloamordedeus não procure hotel com academia. Você está de férias, amigão. Devia saber o que isso significa.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Bússola
Escrever aqui é difícil, porque ao mesmo tempo em que é meu escape, é preciso distanciamento para não expor o desnecessário a quem é desnecessário. Tarefa difícil essa de desabafar em meias palavras. Uma terapia incompleta.
Há cada dia eu tento me conhecer mais. Entender quem sou, o que eu quero. Não chego a uma conclusão única e densa. Sei dizer o que eu não quero e, assim, estou tentando fazer uma lista de eliminação.
Mas relendo coisas antigas eu cheguei a conclusão que não mudei tanto quanto achava que tinha mudado, e que (felizmente) minha essência ainda é a mesma. Ainda sou uma sagitariana clássica. Aquela que não consegue se sentir bem se estiver presa entre as paredes pintadas de bege de um escritório qualquer.
A rotina me consome por inteiro. E acaba comigo. Quanto mais dias eu passo com a rotina, mais eu me acabo. Eu preciso de ar puro. De aventura. De coisas novas. Da não-rotina.
A sensação de agora é que meus sonhos estão ficando pra trás, enquanto as horas, dias e anos passam voando por mim e balançam meu cabelo. É o vento gelado cortando meu rosto que me lembra que mais alguns minutos se foram, e jamais voltarão. E que enquanto eu não me movo, os dias continuam voando, indo embora com o vento, arrastados...
Eu sinto que quanto mais eu aperto meus sonhos, mais eles se esvaem entre meus dedos. Escorrem e se vão sem eu poder catá-los de volta.
Na falta de saber ao certo que caminho tomar, que rumo seguir, onde o norte está, vou anotando o que tenho de certeza, que é pra não esquecer amanhã...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
"Adeus ano velho, feliz ano novo..."
#Adeus 2011: Quando 2011 acabar eu direi com prazer: já foi tarde. Se 2011 tivesse um slogan certamente seria “2011, um ano para se f***r”. Olha, taí um ano que me ferrou sem dó nem piedade. Nem um mês se quer sem ter um problema imenso, uma decepção, pepinos, abacaxis e todo o horti-fruti pra descascar. 2011, o ano para conhecer as pessoas detrás das máscaras. Um ano para se superar. Aliás, outro excelente slogan seria: “levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima”. Agora nos “finalmentes” até que ele foi perdendo a força e me sabotando menos. Talvez seja a proximidade de 2012.
Não posso ser injusta: também teve coisa boa. Foi o ano em que do primeiro ao último dia eu morei num lugar pra chamar de meu: em paz, comigo, com Deus e com as pessoas que escolhi. O gosto da palavra “liberdade”, com seus sabores e dissabores, me agrada mais do que qualquer coisa me agradou neste ano. Conquistei boas coisas, reafirmei poucas e boas amizades, apertei mais alguns laços que nunca irão se desfazer. A ÚNICA parte boa da dor é poder reafirmar alguns laços. Aqueles que temos certezas que nunca serão rompidos.
2011 em poucas palavras: Me ferrei, chorei, sofri, sobrevivi, me surpreendi, me decepcionei, vivi mais intensamente do que nunca, e mais do que eu queria viver. Em um ano amadureci dez. JK teria inveja. Agora, é a hora de colocar na balança os momentos, erros e acertos e aprender com a vida. Independente das ferradas que levei e das alegrias que tive, me mantenho firme e forte no pensamento de que Deus nunca nos dá um fardo maior do que suportamos. Então, por tudo, tudo mesmo, que Ele me deu neste ano, eu agradeço de coração. Porque os tapas que levei da vida certamente servirão para alguma coisa lá na frente.
#2012, SEU LINDO: Olha, 2012 não precisa ser bom, extraordinário. Se ele for só menos ordinário que 2011 eu já fico feliz. Mas uma coisa ele precisa: render. Muita coisa a ser feita, muitos sonhos para realizar, é muita vida pra viver, minha gente! Os momentos cortados, os sonhos podados, os risos contidos de 2011 precisam extravasar. Uma meta: gastar menos tempo, esforço, trabalho, com coisa/gente que não merece nem um segundo do meu tempo. É assim que o tempo rende, que a vida segue, que as coisas são conquistadas. Se essa meta for seguida ao pé da letra, tenho certeza, 2012 já terá valido a pena.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Alpinismo
Não se iluda: isso aqui não é para os fracos. Isso não é um mar de rosas. Levanta de novo, sacode a poeira de novo, vamos que vamos. Até o próximo tombo.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
O prefixo
Frases como "eu não esqueço disso" não fazem mais parte do meu vocabulário. Não mesmo. Posso sofrer, posso me magoar, pode demorar a passar. Mas desejar o mal, remoer momentos, não. Isso não faz parte de mim.
Posso ficar mais reclusa, posso me afastar um pouco, ter meu espaço para organizar meus pensamentos. E só. Posso querer a distância, mas nunca o mal. Quem não está preparado para perdoar, está pronto para viver?
Guimarães Rosa já dizia: "infelicidade é uma questão de prefixo". E é. Tristezas, problemas, momentos (muito) ruins virão hoje, amanhã e sempre. Às vezes poderemos evitá-los, mas nem sempre. Quando forem inevitáveis teremos que conviver com cada um desses momentos, e sobreviver.
O que diferencia uma pessoa da outra não são os problemas, mas o modo de lidar e de se recuperar de cada um deles. E o meu jeito é assim: encarando o problema, sofrendo por três dias e me levantando no quarto. Porque sofrer pela eternidade não está em mim. A minha felicidade é sem prefixo, obrigada.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Desabafo
Li dia desses, em um lugar que não consigo me lembrar qual, alguém comentando sobre o fato da Demi Moore estar magérrima. E disseram "é fácil julgá-la", ao ver uma fotografia de seu corpo tão magro, "mas só ela sabe à que custo tem dado aquele sorriso". E me apeguei à isso: é fácil me julgar. Vem cá se colocar no meu lugar e vejamos se você consegue se manter de pé e esboçar um sorriso à duras penas como eu. Vem cá participar de eventos e ter de sorrir uma felicidade que nem existe.
Não me desespero. Não enlouqueci (pelo menos ainda). Mas, será que posso ser triste pelo menos quando o meu mundo está assim, digamos, por um fio? Quando tudo e mais um pouco já deu errado e não tem mais por onde caminhar e você precisa se reinventar, escrever novos caminhos, será que você pode se dar o direito de ser egoísta? Pelo menos nessas horas você tem o direito de ser só você? O mundo tem me dito que não.
Mas não estou aqui para culpar o mundo. Chega de culpas, chega de erros. Eu quero é viver. Viver. Essa coisa tão fácil e tão difícil, que a gente não sabe definir direito. Que a gente não consegue aprender como fazer.
No fundo, a única certeza que se pode é que tudo passa. Tudo - o que é bom, o que é ruim. Mas, enquanto não passa, me reservo o direito de ficar comigo mesma. De chorar quando me sinto sufocada. De ficar ao lado só de quem realmente me quer bem. E esses outros clichês que todo mundo já conhece.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Change (again)
Esse blog sempre falou demais de mim, dos meus pensamentos, do eu, do ego. Se tem algo que mudou neste tempo é exatamente isso: está na hora de falar algo que sirva para os outros, que não seja algo tão meu.
Odeio despedidas. É inevitável não chorar (e geralmente eu debulho em lágrimas, como fiz hoje há pouco). Mas está na hora de me despedir daqui também. Agora eu estarei aqui.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Desde criança!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
I'm a neurotic
Ai a segundona, maldita invejosa, resolveu mostrar seu poder. Primeiro ela me deu o gostinho de ter um manhã agradável e me deixar na ilusão de que sou mais poderosa que ela. Mas ai, depois do almoço, ela deu o troco. Desliguei o carro, abri a porta, desci. Chave caiu no chão, abaixei, peguei. Quem disse que levantei de novo? Tomei um jeito daqueles na coluna e segundona me provou que, oi, quem manda aqui é ela.
Então tá. Fico aqui sentada, com dor, sem poder andar. Daqui a pouco tenho que dirigir no abençoado anel rodoviário, apresentar um trabalho e sorrir num festival de tortas. Dorflex, eu amo você. Segundona, inveja mata, ok??
Eu sou neurótica, eu sei. Mas nos momentos de dor alguém ai raciocina direito?
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Cho-ca-da
Minha funcionária novata (que nem é tão novata assim, quase dois meses já, pô!), escreveu pense com c. Sim, ela escreveu pence. E não foi um equívoco. Se você pedir ela escreve pence quantas vezes você pedir.
Há um mês pedi pra ela melhorar um controle antigo, que uma ex funcionária fez. (Importante ressaltar que a funcionária foi demitida devido a incompetência). Odeio tabelas do Word, afinal o Word não foi feito para tabelas. Para tabelas existe o Excel, né? Ai ela demora um mês pra fazer o controle, porque uma pessoa que se propõe a uma vaga de auxiliar administrativo não sabe mexer no Excel, mas deixou pra revelar isso depois. Ok. Respira fundo.
Arquivo no Excel criado, qualquer ser humano pensante faria o que?? Eu, particularmente, jogaria o velho e ultrapassado fora e usaria o novo. Não. A esperta da novata não imprimiu o novo controle e continuou usando o velho. Fazer novo controle pra quê se é pra usar o velho, gente???
Ai, como se não bastasse descobri que ela não sabe abreviar palavras. Sério. A pessoa não sabe que existe diferença entre Sr. e Sra. Logo, ela escreve Sr. Lorena, porque pra ela é tudo igual.
Esse post não é pegadinha, eu juro. Existem pessoas que sentaram a vida toda num banco de escola e aos 27 anos não sabem nem a própria língua. E ainda se candidatam a uma vaga de escritório sem saber o mínimo do pacote office. Vergonha alheia queima minha face nesse momento.
sexta-feira, 26 de março de 2010
O leite derramado
quarta-feira, 17 de março de 2010
Changes
Não mudei muito de ideia (sem acento, argh).Continuo achando que a Terra está girando pro mesmo lado, como sempre. Que as pessoas continuam egoístas, que tudo nunca muda. E é aí que está a novidade: as coisas nunca mudam. O que muda é a gente.
E o quer seríamos nós sem isso? Sem a mudança, sem as novidades? Sejam boas, sejam ruins, sejam mais ou menos, que venham as mudanças, precisamos delas... Porque tudo igual, tudo sem igual, mares sem ondas, prais sem conchas, não, não é legal, não é bonito, não é interessante.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Eu devo ser o Bozo...
Eu fico irritada com o excesso de intimidade que as pessoas julgam ter. Quando você chega num lugar, acabada, tanto emocional quanto fisicamente, e neguinho se acha super no direito de julgar você. De julgar seu cansaço. De julgar seu sofrimento... seu e da sua família.
Se "dia cheio todo mundo tem", olha, eu não sei o seu conceito de dias cheios e difíceis. No meu conceito um dia de problemas no trabalho, de muito serviço, de aula chata na faculdade... não isso não é difícil. Difícil é ver sua família desmoronando. Difícil é ver pessoas que você ama em um estado deprimente. Ter que fazer força. Força física para suportar o peso de alguém em seus braços. Força psicológica para segurar a barra. Você não deve saber o que é isso. Você não deve saber o que é segurar sua família e sua empresa nas costas. Você não deve saber o quanto dói ter que suportar tudo isso. Fazer de tudo para melhorar a situação, e as coisas só piorarem. Não, disso você nem faz idéia.
Então, eu não te dou o direito de gritar comigo e exigir mais do que o necessário. Sim: o necessário. Porque eu não sou obrigada a fazer mais do que o resto das pessoas fazem. E eu não te dou o direito de julgar que acha que sabe o que estou passando. Porque, meu bem, preste atenção: você não sabe! Aliás, você não faz nem idéia.
Se isso pra você se chama amizade ou o cacete, o problema é teu. Isso pra mim se chama falta de respeito. Achar que você pode apontar o dedo na cara dos outros e que nada acontece. Achar que você é melhor que todo mundo. Achar que todo mundo tem que ser igual à você. Pensar agir conforme você dita. Comigo não é bem assim. E se você não se importa, por favor, me deixa em paz.