quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eu devo ser o Bozo...

Eu fico irritada com o excesso de intimidade que as pessoas julgam ter. Quando você chega num lugar, acabada, tanto emocional quanto fisicamente, e neguinho se acha super no direito de julgar você. De julgar seu cansaço. De julgar seu sofrimento... seu e da sua família.

Se "dia cheio todo mundo tem", olha, eu não sei o seu conceito de dias cheios e difíceis. No meu conceito um dia de problemas no trabalho, de muito serviço, de aula chata na faculdade... não isso não é difícil. Difícil é ver sua família desmoronando. Difícil é ver pessoas que você ama em um estado deprimente. Ter que fazer força. Força física para suportar o peso de alguém em seus braços. Força psicológica para segurar a barra. Você não deve saber o que é isso. Você não deve saber o que é segurar sua família e sua empresa nas costas. Você não deve saber o quanto dói ter que suportar tudo isso. Fazer de tudo para melhorar a situação, e as coisas só piorarem. Não, disso você nem faz idéia.

Então, eu não te dou o direito de gritar comigo e exigir mais do que o necessário. Sim: o necessário. Porque eu não sou obrigada a fazer mais do que o resto das pessoas fazem. E eu não te dou o direito de julgar que acha que sabe o que estou passando. Porque, meu bem, preste atenção: você não sabe! Aliás, você não faz nem idéia.

Se isso pra você se chama amizade ou o cacete, o problema é teu. Isso pra mim se chama falta de respeito. Achar que você pode apontar o dedo na cara dos outros e que nada acontece. Achar que você é melhor que todo mundo. Achar que todo mundo tem que ser igual à você. Pensar agir conforme você dita. Comigo não é bem assim. E se você não se importa, por favor, me deixa em paz.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Feminismo?

Acho que eu nunca tive tempo de criticar aqui o machismo. Já critiquei o falso moralismo e a hipocrisia, mas nunca o machismo da sociedade brasileira. Então, hoje eu me deparei com um caso bárbaro que ocorreu em São Paulo, numa universidade (particular, diga-se de passagem). Por isso hoje eu não vou escrever. Porque tem um texto tão bom e que reflete tanto o que eu penso, que se eu falar alguma coisa, estraga. O texto é do Boteco Sujo, e pode ser lido aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

"Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar..."

Eu não tenho religião. Sou batizada em duas, mas não sigo nenhuma. Mas creio em Deus. Eu o chamo de Deus, mas você pode chamar como quiser, acho que ele tem diferente nomes - que vão de Papai-do-céu a Alah. Mas eu também comecei a crer que astrologia faz algum sentido (não pode ser coincidência!). E que outras coisas "estranhas" também fazem. E acredito que uma coisa não elimina a outra, e que tudo está relacionado.
Eu ando meio de saco cheio de algumas coisas. De alguns professores, de algumas pessoas. Eu ando de saco cheio de brigas desnecessárias. De gente que não sabe amar. É que muita, mas muita coisa mesmo, não tem saído de um jeito legal. Na verdade, pra ser bem sincera, nas últimas semanas eu tive uma vida de cão. Não cães moderininhos e de lacinho cor-de-rosa, mas cães vira-lata mesmo. O interessante de tudo isso é que, por mais que o desespero batesse, alguma coisa estava me dizendo que no fim ia dar certo, e que eu iria superar. E isso eu chamo de fé. No meu Deus. Num Deus que é compreensível e sensato.
O melhor conselho que já ouvi: "Nunca se pré-ocupe. No fim tudo da certo, se não deu certo é porque não chegou ao fim". E pra completar uma frase da Cássia Eller, minha diva: "Não existe o certo ou o errado. Você faz o que pensa que acaba dando certo".
Eu ando seguindo a vida assim. Fazendo o que eu acho certo, com fé, sem hipocrisia e sem rituais, e torcendo comigo mesma pra que dê certo. E eu sei que vai dar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ignorando

Então. Hoje eu estou brincando de uma brincadeira nova. Ela se chama "ignorando". Vem do verbo ignorar. Ato de fingir que não está vendo as pessoas agirem como idiotas, entende?
Funciona assim: você escolhe um abobalhado qualquer que fica importunando sua boa vida e ignora. Ele te manda e-mail, você não responde. Ele te liga, você não atende. Ele te chama, você responde com monólogos. Você simplesmente abstrai a pessoa desagradável da sua vidinha... Finge que nada está acontecendo. É bem simples e funciona bastante! Serve pra economizar a pouca paciência que me resta!
De agora em diante, agiu como idiota recebe o selo "ignorando mode on". Porque eu to fora de gente chata que fica agindo como idiota por ai! Ponto final.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Oração

Já faz um tempo que a Camilinha me disse uma espécie de oração que eu não quero esquecer:"Entrego, confio, aceito, agradeço". Em muitos momentos eu disse à mim mesma: entregue, confie, aceite e agradeça. E é isso que agora eu repito a todo momento. Mas em uma intensidade e confiança que nunca havia dito antes.
Sem ansiedades, sem dor. Apenas entregando a uma força maior que eu o rumo das coisas, da minha própria vida. E confiando. Confiando que Ele vai fazer o que for melhor - não para mim, mas para nós. E eu vou aceitar esse destino com a pacificidade de quem confiou. E agradecer por ter sido como será.

Só para não perder o costume, a música da semana. Ou talvez do mês.

"Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar"

UPTADE:
Parece que quanto mais você confia, mais coisas boas começam a surgir. E eu tenho enxergado sinais. Primeiro, a música linda da Lauryn, lá no blog do Humberto. E agora eu descubro que a minha "oração" é, também, um trecho de uma música do Forfun (banda que eu nem curto). Agora eu tenho oração musicada. Lindo. Eu vejo sinais que me apontam um caminho menos turbulento. Obrigada.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Gentileza

E quando a gente se desespera, perde o controle de tudo - até de você mesmo - de repente você percebe que existe mais gente nesse mundo. E que essas pessoas valem a pena. E que, em números e em potencial, são maiores que as que não mereciam uma vida tão boa.
E acabo percebendo que é muito bom poder contar com gente assim. Que é muito bom o significado de compartilhar. E que existe gente disposta a ajudar - sem querer absolutamente nada em troca.
E percebo, também, que nada importa quando estamos vivendo alguns momentos de nossas vidas. E aproveita cada segundo, que pode não ser o último mas é único. E tem vontade de gritar pro mundo todo que, ainda bem, ainda existe coisas que fazem nossa vida valer a pena. Coisas, momentos, pessoas. Tudo muito gentil e especial.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Vai dar merda!

Estranho fazer uma coisa meio que por obrigação. Pelo menos para mim, que sempre procurei fazer todas as coisas por gosto. Mas dessa vez não. Esse penúltimo período vem se aproximando de mim como um fardo chato e gordo, que eu não quero carregar. Parece aquele vizinho que é um chato e você sempre desvia dele na rua. Eu queria desviar desse semestre. Atravessar a rua e cair diretinho na colação de grau!
O que mais me incomoda é que eu nunca tinha ficado com tanta preguiça da volta as aulas. Nunquinha mesmo. E, pensando muito, eu vi que a preguiça está nas disciplinas específicas da minha habilitação. Meu Deus, quem foi que teve a idéia abençoada de nos obrigar a ter vídeo institucional??? Definitivamente essa disciplina bem que podia ser opcional - quem se interessasse ia lá e cursava. Meu foco em RP passa muito longe de fazer vídeos institucionais. Por mais que um dia eu possa precisar saber disso, acho que Linguagens Digitais já me deu a base necessária para acompanhar a produção de um vídeo. É um pouco contraditório que um curso com foco em gerenciamento tenha uma disciplina de especialista.
Em plena segundona, lá vou eu ter duas aulas de vídeo, obviamente o sonho de qualquer pessoa. Juro que estou tentando me animar e até gostar da matéria, mas pelas referências que já houvi, saber que vou ter uma professora que pensa que você só faz a matéria dela, meu, não vai dar certo.
Estou tanto com outros focos e projetos tão mais interessantes que "Vídeo Institucional" e "RP e Organizações Sociais", que dá vontade de chutar o balde. Porque eu tenho certeza que do jeito que eu to engajada na idéia de conseguir 60 pontinhos, passar e esquecer essas disciplinas, vai dar merda!