sexta-feira, 6 de março de 2009

A tempestade

E os olhos de ressaca daquela moça levou o que havia pra se levar. E tudo foi como havia de ser. Com ou sem trilha sonora, aconteceu, como um evento desprogramado. A tempestade, a ressaca da Capitu que tem dentro de cada um de nós, em cada olhar, veio e tomou pra si tudo de ruim que podia se tomar. E levou com sua maré para mar adentro, e naufragou. Como um submarino, afundou as impurezas dum sentimento inominável, duma dor sem precedentes. E dissolveu. Na água salgada, a doçura de um amor que compreende e vive, que estala e aperta a dor contra si, e a dissolve como o sal na água. E depois adoça, com a naturalidade quem tem a melhor das qualidades: a sinceridade. E nada vai tomar esse encanto, esse elo, que dissolve e adoça, que purifica e ilumina. Nada. Porque você e eu somos um pouco de cada um, e esse pouco é muito, um muito que toma conta de nosso ser. Obrigada.

2 comentários:

Charlie Liu disse...

tem um tempoinho q não venho aqui, mas indiquei vc ao premio dardos! veja no meu blog

Humberto disse...

Estou sem palavras.