quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A diva

No post passado falei que amo o timbre da Cássia Eller. Hoje seria aniversário dela, e então resolvi fazer um post falando dela. Ou melhor, da paixão que tenho pelas músicas cantadas por ela e do quanto isso marca minha vida. Do conforto que enxe meu coração quando ela grita e em seguida sussurra.

A maioria das músicas eu amo. Com certeza o Acústico Mtv é um dos melhores discos da Cássia. Nesse disco tem uma música chamada Non, Je Ne Regrette Rien. Vale a pena ouvir. A letra, a melodia, tudo nessa música é lindo. Se você não é fã ou nunca ouviu o acústido todo, faça isso.

Além das músicas, eu gostava era da Cássia, da personalidade dela. Ela sabia incomodar como poucos. Adorava as frases, os xingos, a presença de palco, os palavrões bem colocados, o carinho pelo público, o amor pela música tão intenso quanto o meu, e a franqueza com que ela fazia declarações. Em quase tudo que citei sou como ela. Tlavez menos humilde e mais arrogante, e menos aberta à críticas do que ela.

Cássia não tinha vergonha: era a maior sem vergonha que o Brasil já viu. Eu pouco me lixava se ela se drogava ou não, dentre tantas outras coisas nada politicamente corretas que ela fazia. Eu gostava de ver a cara das pessoas chocadas com ela. E ao mesmo tempo que ela era selvagem, ela emocionava com a doçura da voz e das canções. Nunca foi uma compositora (compôs apenas duas músicas), mas sim uma perfeita intérprete. A dupla Nando Reis + Cássia Eller combinava letras geniais e voz linda.


Talvez eu gostasse dela porque ela também nunca foi da massa, e também ria das convenções ridículas que a sociedade impõe. O mundo precisa de mais cássias....






sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

(re)Pensando

Nos últimos tempos tenho refletido muito sobre mim mesma. Talvez pelo fim de semestre, que me faz parar e pensar sobre tudo que aprendi - na comunicação e na vida pessoal. Ou talvez pelas leituras legais que tenho tido em livros, artigos e, principalmente, em blogs excelentes. Ou quem sabe pelo aniversário recente. Tudo me remete à pensar em minhas experiências de vida, no que vivi, no meu crescimento, e blábláblá. Mas andei percebendo uma coisa engraçada. Explico.

Estudei algum tempo num colégio em que os uniformes de meninas e meninos eram diferentes. Naquela época eu ainda era idealista e apaixonada o suficiente para achar a própria diferença um absurdo. Fora a distinção, que tanto me incomodava, o uniforme feminino era horrível! Uma calça coladinha azul marinho que não combinava com tênis algum, sendo que isso fazia com que as meninas fossem para escola de sandália, coisa que eu odiava. Não deu outra: comprei uma calça masculina. Isso e tantas outras coisas me faziam diferente, e essa era a única diferença que eu gostava: ser a própria diferença.

Enquanto minhas colegas adoram sandys e júniors (no plural, porque resume as outras bandinhas que pra mim são todos farinha do mesmo saco), eu amava de paixão o timbre da Cássia Eller. Uma intérprete sensacional que tinha uma das melhores presença de palco que já presenciei na vida. Letras lindas do Nando Reis na voz dela, pra mim eram o conjunto perfeito. Nunca quis realmente saber se ela morreu de overdose ou devido a alergia da xilocaina, alegada por sua companheira na época. Talvez eu prefira ficar com a obra sensacional que ela nos deixou.

Esses dois exemplos são mínimos e eu poderei dar mais centenas de outros mais explícitos que demonstrem o que quero dizer, mas agora não terei tempo de escrevê-los. O quero demonstrar é que eu nunca fui da moda. Eu sempre fui da contra-mão.

Talvez eu sempre tenha dado à mim mesma os sinais da profissão que iria seguir. A falta de paixão me fez abandonar o jornalismo, mas não a comunicação. Mas não fico com a comunicação de massa. Fico com aquela que é diferente, ética, sincera. Algo assim que seja mais a minha cara, seja mais eu. Mesmo que eu siga sozinha nesse bonde. Como diria meus queridos Hermanos, num "bloco do eu sozinho". Eu seguirei, em nome de todos ideiais que segui até aqui. Na vida, na profissão, em tudo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Férias...

Ontem, depois de tantos meses, quando acordei pontualmente às 6h, como sempre acordo, tentei lembrar que dia era. A alegria me consumiu. Além de ser domingo, era meu primeiro dia de férias.

Acho que nunca desejei tanto umas férias. O cansaço mental, físico, a letargia me dominava a cada dia. A preguiça matinal era prolongada por todo o dia...

Mas eis que hoje, segundona, vim pro trabalho leve. Aqui só restaram coisas simples, nada que me sugue. Entro e saio flutuante. Nada como nada pra se preocupar, nada que precise de sua dedicação diária, nada como dormir até mais tarde num sábadão.


Simples que sou, ontem, só puxei o edredon, me ajeitei no travesseiro. Dormi até às 11h, como uma criança cansada de tanto brincar.

Agora é tempo de dedicar àquelas coisas agradáveis, mas que nunca tinha tempo de executá-las.